Case 2014

Sebrae

Potencial do Ecossistema

O empreendedorismo digital independe de geografia e brota em condições específicas. Isso significa que as regiões brasileiras (Norte, Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste) não são, necessariamente, bons indicativos de locais onde o empreendedorismo digital está mais ou menos maduro.

O Produto Interno Bruto - PIB de cada localidade é uma pista mais relevante, dado que é derivado da atividade econômica. Outro bom indicador de empreendedores digitais é o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - IDHM, feito pelo PNUD/ONU, que considera renda, educação e expectativa de vida, gerando uma pontuação entre 0 e 1 para cada cidade. Considerando esses dois índices e evidências empíricas sobre o empreendedorismo digital, coletadas entre 2012 e 2013 pela Aceleradora, foi estabelecida uma lista de cinco macrorregiões férteis no que diz respeito a empreendedorismo digital. Elas estão explicadas e representadas abaixo, coloridas de acordo com o mapa que as segue:

  • Macrorregião 1 - Baixa maturidade e sem referências em empreendedores digitais: Acre, Amapá, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.

  • Macrorregião 2 - Atuação existente, mas tímida de empreendedores digitais: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia, Mato Grosso, Paraíba.

  • Macrorregião 3 - Atuação recente, mas já representativa de empreendedores digitais: Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná.

  • Macrorregião 4 - Ecossistema consistente de empreendedores digitais: Pernambuco, Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.

  • Macrorregião 5 - Ecossistema sustentável de empreendedores digitais: Rio de Janeiro e São Paulo.

Além dessas macrorregiões, algumas microrregiões merecem atenção por possuírem particularidades:

  • Campo Grande (MS), devido à grande concentração de renda que favorece o aparecimento de investidores-anjo;

  • Campinas (SP), em função da UNICAMP e o movimento tecnológico ao seu redor;

  • Belém (PA), por concentrar grande parte das empresas de TI da região Norte;

  • Campina Grande (PB), devido à representatividade de pesquisa e parques tecnológicos;

  • Recife (PE), pela grande abrangência do Porto Digital e CESAR;

  • Maringá (PR), por ser um polo de TI;

  • Joinville e Blumenau (SC), pela concentração de empresas de TI.

  • Valleys Brasileiros: regiões do país que fazem referência ao Vales do Silício pela concentração de startups como em Belo Horizonte , o San Pedro Valley, referência ao bairro onde a grande maioria das startups está localizada e o Sururu Valley em Alagoas, referência a rica culinária local.

Desenvolvimento de Clientes (Customer Development)

A metodologia é a de Customer Develoment, ou desenvolvimento de mercado, que é a mais antiga de todas. Ela prega que a maioria das startups morre pela falta de um mercado para elas e não pelo falta de um atributo, característica ou função. Ou seja, ao contrário do que a maioria dos empreendedores pensa, o foco inicial do projeto não deve ser pensar em funcionalidades para adicionar no produto, mas sim, validar se a hipótese sobre o problema que o mercado tem é real.

Startup Genome: criado para pontuar ecossistemas mundiais em relação ao Vale do Silício (EUA)

Programa de Indicadores do Empreendedorismo da OCDE-Eurostat

Domínios do Ecossistema Empreendedor (Isenberg, 2011)

Com base nessas referências, foi criado um questionário e um método de scoring para distribuir as localidades brasileiras entre as diferentes macrorregiões. O scoring considera seis critérios pontuados de 1 a 4, sendo que os pontos mais próximos do centro possuem baixa maturidade no critério em questão.

Os critérios utilizados no trabalho são:

Empreendedorismo: Refere-se à consistência do empreendedorismo digital da região, bem como das condições locais e cultura para o crescimento do ecossistema;

Educação: Avaliação relacionada às formações empreendedores de base em escolas e universidades da região;

Aceleração: Seguindo na escala aqui avalia-se as condições regionais para a incubação e aceleração de startups para que as mesmas possam dar os próximos passos.

Investimento: Disponibilidade na região de investimento anjo e capital semente para o florescimento de novas startups;

Fomento: Refere-se ao desenvolvimento de órgãos e instituições locais que trabalham para apoiar startups da região;

Políticas Públicas: Avalia-se a disponibilidade de programas e leis locais que reforcem o ecossistema digital.

Exemplo de gráfico de radar que classifica uma região em 6 critérios: