Case 2014

Sebrae

Apresentação

O movimento em torno das tecnologias da informação e comunicação tem possibilitado o surgimento de novos modelos e alternativas de negócios que não refletem, necessariamente, os métodos convencionais de planejamento e implantação das empresas tradicionais. Em um ambiente repleto de inovação caracterizado pela velocidade das mudanças e onde o pensamento coletivo se renova a todo instante, as startups digitais surgem como importantes motores do crescimento dessa nova economia da informação e um dos principais agentes responsáveis pela explosão do empreendedorismo no mundo. É grande o número de oportunidades para quem pretende empreender ou expandir seus negócios. O digital abre as portas para a inovação como fator de diferenciação competitiva hoje e daqui pra frente.

No Brasil há uma intensa atividade digital e um mercado efervescente que cada vez mais cresce com a utilização de meios eletrônicos para compra e venda de produtos e serviços, para maior interação de empresas e clientes, a um custo menor e com perspectivas promissoras. Vivemos a era do conhecimento, na qual talento e a criatividade constituem ativos intangíveis e têm sua importância elevada à última potência no âmbito das empresas.

Atento às novas tendências, o Sebrae tem se posicionado como indutor do processo de desenvolvimento do espírito empreendedor e disseminador de conhecimento sobre gestão empresarial, buscando facilitar o desenvolvimento do ecossistema das startups brasileiras, por meio da viabilização da formatação de uma grande rede centrada em inovação, na qual somos mais um dos conectores, capaz de estimular e potencializar novas conexões. Traduzimos isso, quando provocamos o empreendedor digital a pensar como chefe (#sebraelikeaboss) trazendo para a discussão os principais atores e influenciadores para tratar sobre as oportunidades advindas dessa verdadeira “revolução empreendedora”.

Vários trabalhos já foram realizados pelo Sebrae, no que diz respeito a empreendedorismo e que servirão como referência para este estudo:

O PROJETO CAMPUS, pesquisa realizada pelo Sebrae em fevereiro/2012, durante a CPBr5, que teve como objetivo estudar o comportamento dos campuseiros (empreendedores criativos), buscando entender sua forma de pensar, seus valores e desejos, para elaborar estratégias para o SEBRAE se aproximar dele e desenvolver produtos sob medida.

A SONDAGEM SOBRE EMPREENDEDORISMO DIGITAL, realizada pelo Sebrae em maio/2012, chama atenção para a escolaridade dos entrevistados: 75,2% declararam ter nível superior completo ou acima, sendo que 29% afirmaram já ter concluído ao menos uma pós-graduação. 20% desses novos empreendedores são formados em Ciência da Computação. A maioria desses empresários (89%) é do sexo masculino e tem menos de 30 anos (88,5%). Eles estão majoritariamente (73,7%) nas capitais. A Região Sudeste (59,6%) é a que mais concentra esses empreendedores.

Desde o ano 2000 o Brasil participa da PESQUISA GEM 2013 - Global Entrepreneurship Monitor, pesquisa de âmbito mundial iniciada em 1999, por duas instituições: Babson College e London Business School. No Brasil, a pesquisa é conduzida pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) e conta com a parceria técnica e financeira do SEBRAE. Em 2011 passou a contar com o apoio técnico do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getulio Vargas. Em 2012, o GEM Brasil entrou em uma nova etapa, com o aumento significativo da amostra pesquisada, de forma a não só melhorar as estimativas no nível nacional, como também permitir análises regionais. Em 2012, a Pesquisa GEM foi realizada em 69 países, em duas etapas: o levantamento de dados primários junto à população com idade entre 18 e 64 anos e a obtenção de opiniões de especialistas sobre as condições existentes nesses países para o desenvolvimento de novos negócios. No Brasil, essa pesquisa também foi realizada para as grandes regiões brasileiras. A Pesquisa GEM tem como foco principal o indivíduo empreendedor, mais do que o empreendimento em si. Entende-se como empreendedorismo qualquer tentativa de criação de um novo empreendimento, como por exemplo: uma atividade autônoma, uma nova empresa ou a expansão de um empreendimento existente.

O presente trabalho se junta a esses estudos, incorporando ingredientes de cocriação. A proposta é exercitamos na prática aquilo que pregamos à sociedade - trabalhamos e vivemos em rede, ou seja, disponibilizar um DOCUMENTO STARTUP V.0 realizado a várias mãos, que sirva de referência para o estudo e entendimento das startups brasileiras e que possa ser atualizado por todo ecossistema sempre que necessário.

Vale destacar que esse documento não tem como objetivo, em sua primeira versão, apresentar uma análise quantitativa do mercado brasileiro, por se tratar de um modelo de negócio muito recente e, ainda sem pesquisas primárias realizadas. A ideia é que esse seja um pontapé inicial, com alinhamentos qualitativos, a fim de municiar e nivelar informações para ações em parceria.